quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

RN sedia primeiro Instituto de Medicina Tropical do Nordeste



RN sedia primeiro Instituto de Medicina Tropical do Nordeste
(Sirleide Pereira)


Com as presenças de dirigentes da CAPES e da SBPC, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) inaugurou o primeiro Instituto de Medicina Tropical (IMT) do Nordeste e o segundo do Brasil.

Para a diretora do Instituto, profª Selma Jerônimo, trata-se de um local
destinado ao ensino e pesquisa de doenças endêmicas infecciosas e
infectocontagiosas, características de clima tropical, cuja incidência no
século XXI representa um atraso em saúde no país.

Ao ampliar a pesquisa nessa área, o IMT/UFRN irá contribuir para melhorar
a capacidade diagnóstica e desenvolver vacinas em âmbito regional, adianta
Selma Jerônimo.  Soluções para a leishmaniose, doença de chagas e
hanseníase, entre outras presentes entre populações menos favorecidas no
Nordeste do Brasil, poderão advir de investigação de causa e produção de
medicamentos por meio de parcerias entre a UFRN, instituições de pesquisa
norte-americanas, CAPES e Governo do Rio Grande do Norte.

Atualmente o IMT funciona com equipes constituídas por pesquisadores com
formação em Medicina, Biologia, Farmácia, Biomedicina, entre outros
profissionais ligados aos Centros de Ciências da Saúde (CCS) e de
Biociências (CB). O IMT/UFRN está localizado no anel viário do campus da
UFRN, próximo ao Centro de Biociências (CB) e a inauguração contará com as
presenças de parceiros, como Lívio Amaral, Vice-presidente da CAPES,
Helena Bonciani Nader, Presidente da SBPC e Maria Júlia Manso Alves,
pesquisadora representante do Instituto de Química da USP.

Histórico do IMT

Estratégico para a UFRN por articular o ensino, pesquisa e extensão, o
IMT-RN resulta da agregação de pesquisadores da UFRN que há 10 anos
investigam doenças de clima tropical isolados de outros grupos de
pesquisa.

As parcerias com instituições brasileiras e internacionais, entre elas a
Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal de São Paulo
(UNIFESP), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Ceará
(UFC), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), University of Virginia, University
of Iowa, Weill Cornell Medical College, Cambrigde University e Western
Austrália consolidaram o Instituto que será referência nessa área no
nordeste brasileiro.

A missão do IMT/UFRN, segundo uma das integrantes das equipes de
pesquisadores, a vice-reitora Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes, é
fortalecer os três pilares da Universidade que são ensino, pesquisa e
extensão. “A perspectiva é que possamos criar uma pós-graduação na área de
doenças infecciosas, nos próximos anos, auxiliando, assim, o
fortalecimento de pesquisas médicas no estado e contribuindo para formação
de profissionais da área de saúde”, emenda Selma Jerônimo, diretora do
novo instituto da UFRN.

O órgão possui um núcleo clínico composto por professores do Departamento
de Infectologia da UFRN, braço principal de suas atividades de extensão,
um Núcleo de Pesquisa Básica, localizado no Campus central, ao lado do
Centro de Biociências (CB), a ser inaugurado na mesma data, e um Núcleo de
Pesquisa Aplicada em Doenças Tropicais, anexo ao Hospital Giselda
Trigueiro (HGT), cuja construção será iniciada em maio deste ano.

A construção do IMT-RN custou R$2.206.962,59 com verbas provenientes da
Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP/CT-INTRA), do Programa de Apoio
a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI),
do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - Doenças Tropicais
(INCT-DT), do National Institutes of Health, e do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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